Antes de começar: as regras da casa
Hackathon é um espaço de criação livre, mas coletivo. Vocês vão dividir sala, tomada, silêncio e paciência com outras equipes. As regras abaixo existem pra que todo mundo tenha uma boa experiência — e pra proteger a integridade da competição.
O que esperamos de vocês
- Respeito com colegas, mentores e organização, o tempo todo.
- Notebook usado com foco: abas e apps ligados ao projeto.
- IA como parceira de trabalho — pesquisa, texto, código — mas a ideia e o julgamento são de vocês.
- Volume de conversa em tom de equipe, não de arena. Fone de ouvido pra sons.
- Cuidado com o espaço: mesas, tomadas e equipamentos são compartilhados.
O que desclassifica a equipe
- Fumígenos, fogos de artifício, materiais inflamáveis ou qualquer artefato de risco.
- Qualquer atitude que coloque em risco a segurança ou o bem-estar de alguém.
- Apresentar como seu um projeto pronto de outra equipe ou empresa.
- Discurso de ódio, assédio ou desrespeito com colegas, mentores ou avaliadores.
- Manipular ou inventar dados e resultados mostrados no pitch.
Todo projeto bom começa com um problema real
Um problema bem definido tem três coisas: uma frase clara, um dono (quem sofre com isso) e um dado que prove que ele existe. Validar é sair da suposição e confirmar com gente de verdade, números e pesquisa.
Quem vai usar — e pagar — pela solução?
Não dá pra vender pra "todo mundo". Descrevam a pessoa real que sente esse problema: idade, rotina, onde ela está. Depois, estimem o tamanho do mercado — quantas pessoas ou empresas vivem essa mesma dor. Não precisa ser exato, precisa ser justificado com uma fonte.
Como a ideia vira realidade
Expliquem o funcionamento como se fosse pra alguém que nunca ouviu falar do projeto. Prototipar não precisa ser código — um desenho em papel ou uma tela no Figma já é um protótipo. Validar é mostrar pra pessoas reais e observar a reação delas, não só perguntar "você gostou?".
Como isso vira um negócio de verdade
Uma boa ideia precisa de um jeito de se sustentar. Pensem em como o dinheiro entra (venda direta, assinatura, comissão, publicidade, versão grátis + versão paga), quem já faz algo parecido, e por que alguém escolheria vocês — e continuaria voltando.
Preparando a hora da verdade
Um pitch bom é uma história curta e clara: qual é a dor, quem sente ela, o que vocês entregam e onde isso vai chegar. Preencham os pontos abaixo — eles vão virar o roteiro da apresentação.
Vocês têm no máximo 5 minutos. Isso muda tudo: não dá pra contar tudo, só o essencial. Escolham o que mais importa e não abram mão do apelo emocional — a banca lembra de quem fez ela sentir alguma coisa. E mesmo que a solução seja um serviço, façam questão de torná-lo tangível: mostrem uma tela, um protótipo, um objeto, uma simulação — algo que a banca possa ver e quase tocar, não só ouvir descrito.
Apostem em dados
Um número certo vale mais que uma promessa bonita. Tragam a pesquisa, a estimativa de mercado, o resultado do teste com usuários — dado concreto passa confiança.
Cuidem do visual
Slide poluído distrai, protótipo bem montado convence. Invistam tempo em mostrar a solução de um jeito bonito e fácil de entender rápido.
Escolham um bom orador
Nem sempre é quem sabe mais do projeto — é quem fala com clareza, olha pra banca e transmite segurança. Treinem essa pessoa antes da hora.
O hackathon acaba, o aprendizado fica
Nem toda equipe leva o troféu, mas toda equipe sai daqui sabendo mais do que entrou. Vale registrar isso — pra vocês e pra quem for ler o projeto depois.